Uveíte

Uveíte

Doenças inflamatórias envolvendo íris, corpo ciliar e coroide.

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Doenças consultadas com frequência

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C

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D

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E

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Edema macular uveítico

Edema da mácula secundário à uveíte, sendo uma causa importante de deficiência visual. O tratamento baseia-se na administração de corticosteroides, mas nos últimos anos surgiram novas terapias, como injeção supracoroidal e implante de dexametasona.

Endoftalmite Bacteriana Endógena (Endogenous Bacterial Endophthalmitis)

Infecção grave na qual bactérias se disseminam hematogenicamente para o olho a partir de sepse, abscesso hepático, etc. Klebsiella pneumoniae é o principal patógeno, a progressão é rápida, e a administração precoce de antibióticos por três vias e a vitrectomia determinam o prognóstico.

Endoftalmite fúngica (Candida, Aspergillus, etc.)

Endoftalmite causada pela migração de vários fungos para o interior do olho. A maioria é endógena (metástase hematogênica), sendo pacientes em nutrição parenteral total e candidemia os principais riscos. A administração sistêmica de antifúngicos como fluconazol e voriconazol, juntamente com vitrectomia, é o tratamento padrão.

Endotelite Corneana e Uveíte Anterior por Citomegalovírus

Diagnóstico e tratamento da uveíte anterior e endotelite corneana por citomegalovírus (CMV) em indivíduos imunocompetentes. Caracteriza-se por hipertensão ocular, precipitados ceráticos em forma de moeda, precipitados ceráticos lineares e diminuição das células endoteliais da córnea. O tratamento principal é gel de ganciclovir tópico e valganciclovir oral.

Epiteliopatia Pigmentar Placoide Multifocal Posterior Aguda (APMPPE)

Doença inflamatória aguda caracterizada por múltiplas placas brancas discóides no nível do epitélio pigmentar da retina no polo posterior de ambos os olhos. Ocorre predominantemente em adultos jovens entre 20 e 30 anos, com forte tendência à resolução espontânea, mas deve-se atentar à possível associação com vasculite do sistema nervoso central.

G

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I

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L

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M

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N

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R

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S

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Síndrome da Zona Oculta Aguda da Retina Externa (AZOOR)

Distúrbio agudo inexplicado da camada externa da retina. Apresenta achados fundoscópicos mínimos, mas início agudo de fotopsia e defeitos de campo visual. Ocorre comumente em mulheres jovens míopes. O desaparecimento da zona elipsoide na OCT e a redução da amplitude do ERG multifocal são chave para o diagnóstico.

Síndrome de Heerfordt-Waldenström

Subtipo raro de sarcoidose, caracterizado por quatro sintomas principais: uveíte anterior, aumento da glândula parótida, paralisia do nervo facial e febre. Também conhecida como febre uveoparotídea, ocorre em 4-6% dos pacientes com sarcoidose.

Síndrome de Posner-Schlossman (Crise Glaucomatociclítica)

Doença caracterizada por aumento agudo, unilateral e recorrente da pressão intraocular com inflamação leve na câmara anterior. Relatada por Posner e Schlossman em 1948. Fortemente associada ao CMV, e crises repetidas aumentam o risco de glaucoma secundário.

Síndrome dos Pontos Brancos Evanescentes Múltiplos (MEWDS)

Doença inflamatória aguda unilateral que ocorre predominantemente em mulheres jovens míopes. Manchas branco-acinzentadas aparecem devido a um distúrbio transitório da retina externa e da zona elipsoide, com resolução espontânea em semanas.

Síndrome TINU (Síndrome de Nefrite Tubulointersticial e Uveíte)

Doença inflamatória sistêmica rara caracterizada por nefrite tubulointersticial aguda e uveíte anterior bilateral. Ocorre predominantemente em adolescentes do sexo feminino, e supõe-se um mecanismo imunomediado. O prognóstico renal é geralmente bom, mas a uveíte tende a se tornar crônica e recorrente.

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Terapia Imunomoduladora (TIM) para Inflamação Ocular

A Terapia Imunomoduladora (TIM) para inflamação ocular é uma estratégia terapêutica importante para preservar a visão na uveíte não infecciosa resistente ou dependente de esteroides, com opções que variam de medicamentos convencionais a agentes biológicos.

Terapia Tópica Ocular com Corticosteroides (Colírios e Injeções) (Ocular Corticosteroid Therapy)

A terapia tópica ocular com corticosteroides possui cinco vias: colírios, subconjuntival, sub-Tenon, intracameral e intravítrea. É a primeira escolha para uveíte e inflamação pós-operatória, mas deve-se atentar para complicações como glaucoma esteroidal e catarata, e evitar o uso em inflamações infecciosas. Medicamentos, doses, indicações e efeitos colaterais por via de administração são explicados sistematicamente.

Tocilizumabe (Uveíte não infecciosa)

O tocilizumabe, um inibidor do receptor de IL-6, é um agente biológico com eficácia relatada para uveíte não infecciosa refratária a inibidores de TNF-α e edema macular cistóide associado à uveíte. Na uveíte associada à artrite idiopática juvenil, um estudo de fase II relatou resposta parcial em alguns pacientes.

Toxoplasmose (Toxoplasmose ocular)

Coriorretinite causada pela infecção intraocular pelo protozoário Toxoplasma gondii. É a causa mais comum de uveíte infecciosa, ocorrendo tanto por reativação de infecção congênita quanto por infecção adquirida.

Tratamento da Uveíte

Explicação abrangente dos tratamentos para uveíte. Inclui midriáticos, corticosteroides (colírios, injeção local, sistêmico), terapia imunomoduladora (antimetabólitos, agentes biológicos) e intervenções cirúrgicas, com evidências de ensaios clínicos importantes.

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Uveíte Anterior Aguda

A uveíte anterior aguda (UAA) é o tipo mais comum de uveíte, caracterizada por dor ocular aguda, vermelhidão e fotofobia. Está fortemente associada ao HLA-B27, e o tratamento básico consiste em colírios de esteroides e midriáticos tópicos.

Uveíte Anterior Aguda Associada ao HLA-B27

Uveíte anterior não granulomatosa aguda e recorrente que ocorre frequentemente em indivíduos HLA-B27 positivos. Frequentemente associada a espondiloartropatias como espondilite anquilosante, manifestando-se com dor ocular aguda, fotofobia e hiperemia. Explica o diagnóstico, tratamento e indicações de agentes biológicos com base nas diretrizes de manejo da uveíte.

Uveíte associada à Artrite Idiopática Juvenil

Uveíte crônica que acompanha a Artrite Idiopática Juvenil (AIJ). Representa até 47% das uveítes em crianças, frequentemente progride de forma assintomática causando deficiência visual, sendo uma doença ocular refratária.

Uveíte Associada à Doença Inflamatória Intestinal (Inflammatory Bowel Disease Associated Uveitis)

Explica as doenças oculares como uveíte, esclerite e coriorretinopatia associadas à doença de Crohn e colite ulcerativa. Foca principalmente na uveíte anterior aguda relacionada ao HLA-B27, e os inibidores de TNF-α podem controlar a inflamação intestinal e ocular simultaneamente.

Uveíte Associada à Psoríase (Psoriasis Associated Uveitis)

Explica o quadro clínico, diagnóstico e tratamento da uveíte que acompanha a psoríase e a artrite psoriásica. Predomina a uveíte anterior, e ao usar inibidores de IL-17, deve-se atentar ao risco de novo início ou exacerbação.

Uveíte Herpética Simples

Uveíte anterior causada pela reativação intraocular do vírus herpes simples (HSV). É uma causa comum de uveíte anterior unilateral com hipertensão ocular, representando 5-10% de todas as uveítes.

Uveíte Induzida por Inibidores de Checkpoint Imunológico (Immune Checkpoint Inhibitor Uveitis)

Eventos adversos imunológicos oculares e orbitários causados por inibidores de checkpoint imunológico (ICI) usados na imunoterapia do câncer. Apresentam-se com diversas condições como olho seco, uveíte, miosite orbitária e vasculite retiniana.

Uveíte por Herpes Zoster

Uveíte anterior ou posterior devido à reativação do vírus varicela-zoster (VZV). Ocorre em 40-60% dos casos de herpes zoster oftálmico (HZO), caracterizada por hipertensão ocular, cronicidade e atrofia em leque da íris.

Uveíte Sifilítica

Inflamação intraocular causada pelo Treponema pallidum. Como "grande imitador", apresenta diversos achados oculares e tem aumentado como infecção reemergente. Em casos de coinfecção com HIV, torna-se mais grave. A terapia com penicilina em altas doses, conforme a neurossífilis, é o padrão.

Uveíte Tuberculosa

Uveíte causada por infecção intraocular ou reação imunológica ao Mycobacterium tuberculosis. Apresenta três lesões principais: flebite retiniana oclusiva, tuberculose miliar coroidal e tuberculoma. O tratamento padrão é a terapia combinada com múltiplos fármacos antituberculose.